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CONFEDERAÇÃO
BRASILEIRA DE
CINOFILIA
Padrão Oficial da
Raça BULLDOG
CAMPEIRO
Classificação CBKC:
Grupo 11 - Raça não
reconhecida pela FCI
Padrão CBKC NR 8
País de origem:
Brasil
Nome no país de
origem:
Bulldog
Campeiro
Utilização:
Eram usados para
capturar o gado
selvagem,
participando de
tropeadas, sempre
capturando o boi
fujão. Participavam
nos matadouros,
sempre segurando o
boi bravo quando
necessário. São cães
de grande
versatilidade,
possuindo
características de
guardião e de
combatente bastante
equilibradas. São
cães selecionados na
lida, guardando a
casa do tropeiro
como também a
carreta e o seu
cavalo, onde jamais
alguém chegava se
houvesse um Bulldog
deitado observando.
Além disso, ainda
servem de pastor e
para derrubar um boi
desgarrado.
Conviviam em
matilhas,
respeitando a
vontade de seus
donos, que era de
que não brigassem
entre si.
Prova de
trabalho:
Não
regulamentada
Sergio Meira Lopes
de Castro -
Presidente da CBKC
Paulo José Ramos de
Azevedo - Presidente
do Conselho
Cinotécnico
Colaborador: Ralf
Schein Bender.
BREVE RESUMO
HISTÓRICO: o Bulldog
Campeiro tem sua
origem nos
Bulldogs que
vieram para o Brasil
trazidos pelos
imigrantes europeus
desde o século XVII.
Devido à criação de
gado ser sempre
forte na região sul,
os Bulldogs eram
bastante usados para
capturar o gado
selvagem que se
criava em meio a um
ambiente hostil de
campo e mata nativa.
Participou de
grandes tropeadas
sempre capturando o
boi fujão. Nos
matadouros, tinha
participação ativa,
solicitados para
segurar um boi bravo
sempre que fosse
necessário. Os
Bulldogs para o
trabalho tiveram uma
seleção quase
natural, uma vez que
os que eram muito
baixos, levavam
desvantagens em
percorrer longas
distâncias e em
poder tracionar
segurando o boi. E
os que através do
cruzamento com outra
raça ficavam muito
altos perdiam o
instinto de pegador,
a precisão de
movimentos, além de
ficarem vulneráveis
às investidas dos
bois com seus coices
e chifradas.O que
era considerado um
bom cão? O corpo
deveria ser forte, a
cabeça larga com
fortes maxilares; o
focinho largo e
forte, não curto
como o atual Bulldog
Inglês, nem tão
comprido como o do
Bullmastif, para que
pudesse morder e
segurar um boi
independentemente do
peso. Cão de
temperamento
vigilante e
tranqüilo, com
acentuado espírito
de luta e
companheirismo. Esse
temperamento teria
que ser tão
obstinado que não
conhecesse limites,
e tão controlado que
sempre obedecesse
aos comandos do
tropeiro. Assim,
"selecionado na
lida", nasceu o
BULLDOG CAMPEIRO.
APARÊNCIA GERAL:
cão de constituição
potente e larga,
indicando força e
agilidade. Formato
corporal quase
quadrado. Membros
vigorosos,
musculosos, com
ossos fortes. Cabeça
volumosa e peito
amplo. Aspecto
imponente. Visto de
cima,
deve ser largo nos
ombros e
comparativamente
estreito no lombo.
PROPORÇÕES
IMPORTANTES: a
altura na cernelha
deve ser,
preferencialmente,
igual ao comprimento
medido da cernelha
até a inserção da
cauda.
COMPORTAMENTO /
TEMPERAMENTO:
versátil, com
características de
guardião. Destaca-se
pela fidelidade ao
dono, tenacidade e
coragem. Seu
temperamento é
vigilante e
tranqüilo,
perseverante, com
acentuado espírito
de luta e
companheirismo.
Muito dócil com
crianças; é um cão
de fácil adaptação.
Controlável, não
tímido, late pouco,
é tranqüilo.
CABEÇA:
volumosa com boas
bochechas; larga com
fortes maxilares e
com pele
solta sem excesso de
rugas. A medida da
circunferência da
cabeça fica, no
mínimo, na mesma
proporção da altura
e do comprimento
para as fêmeas e
obrigatoriamente
maior nos machos.
REGIÃO CRANIANA
Crânio:
bastante largo, alto
e levemente
arredondado, com
forte musculatura.
Visto de frente,
forma uma linha reta
entre as orelhas,
quando em atenção.
Stop: bem
definido.
REGIÃO FACIAL
Focinho:
curto, com no máximo
1/3 e no mínimo 1/5
do comprimento do
crânio.
Largo embaixo dos
olhos; grosso com as
linhas laterais
paralelas até a
ponta da trufa; o
mais quadrado
possível quando
visto de cima.
Trufa: bem
formada, de bom
tamanho e bem
pigmentada.
Orelhas:
pequenas, pendentes,
triangulares; também
são aceitas as
viradas para trás
(em rosa), de
inserção alta, o
mais separadas
possível entre si.
Quando dobradas
levemente no sentido
dos olhos, o
comprimento não pode
ultrapassar o canto
interno do globo
ocular.
Olhos:
ovalados, de tamanho
médio, não podendo
ser profundos, nem
saltados.
Preferencialmente
com as pálpebras bem
pigmentadas. A
coloração dos olhos,
o
mais escuro
possível, indo do
castanho ao marrom
escuro, nos
exemplares com a
trufa escura. Nos
exemplares de trufa
ruiva, são aceitas
as tonalidades mais
claras, que vão do
verde ao azul ou
castanho claro (cor
de mel). Deve-se
evitar olhos caídos
com aspecto de
“chorão”.
Lábios:
grossos e pendentes
sem demasia, não
devendo ultrapassar
a linha inferior do
maxilar em mais de
50% da altura do
focinho em toda a
sua extensão. A rima
labial deve ser o
mais pigmentada
possível.
Mordedura:
prognatismo
inferior, sendo que
este não deve
exceder 3 cm.
Maxilares:
largos, maciços e
quadrados. O
inferior deve
avançar além do
superior e elevar-se
no extremo da
mandíbula.
Dentes:
fortes com os
caninos bem
desenvolvidos para
agarrar e bem
distanciados entre
si. Dá-se
preferência aos
incisivos bem
alinhados aos
caninos. Dentes
inferiores aparentes
são aceitáveis. A
dentição deve ser a
mais completa
possível. Tolera-se
caninos aparentes,
dentes a mais e
falta dos P1.
Mordedura:
prognatismo
inferior, sendo que
este não deve
exceder 3 cm.
PESCOÇO:
forte, de
comprimento
moderado, muito
musculoso e de
circunferência
aproximada a do
crânio, com pele
frouxa que forma
barbela a qual não
deve ser
excessiva.
TRONCO
Dorso:
moderadamente curto,
reto, com linha
ascendente levemente
inclinada até a
garupa.
Peito: de
amplitude notável,
quase redondo, sendo
que a profundidade
deve alcançar a
altura dos
cotovelos.
Costelas: bem
arqueadas.
Ventre:
ligeiramente
esgalgado.
Garupa:
levemente
arredondada.
CAUDA: curta,
reta ou torta, no
formato de “S” ou
“vírgula”, não
devendo
ultrapassar a altura
dos jarretes. Caso
ultrapasse, a falta
será leve.
MEMBROS
ANTERIORES:
vigorosos e
musculosos, com
ossos fortes.
Ombros:
largos, musculosos e
oblíquos. Em relação
à horizontal deve
ter 45°
enquanto que a
angulação
escápulo-umeral deve
ter menos de 90°.
Cotovelos:
ligeiramente
afastados das
costelas, são
corretamente
direcionados para a
frente, em uma linha
vertical medida dos
cotovelos até o
solo,
proporcionalmente a
altura.
Antebraços:
bem desenvolvidos e
com ossos fortes e
retos.
Metacarpos:
moderadamente
angulados.
Patas: são
ligeiramente
voltadas para fora
com dedos levemente
separados e um
pouco arqueado.
POSTERIORES:
vigorosos,
musculosos, com
ossos fortes.
Coxas: bem
desenvolvidas, que
indicam vigor e
atividade.
Jarretes:
levemente angulados,
paralelos.
Patas: são
ligeiramente
voltadas para fora
com dedos levemente
separados e
arqueados; com
almofadas plantares
grossas e elásticas.
MOVIMENTAÇÃO:
com caminhar
balanceado, mantém a
cabeça na linha do
dorso
e a cauda baixa. Seu
movimento é típico;
o balanço do corpo
deve ser perceptível
na garupa e nas
costelas, enquanto
caminha, mantém a
traseira nivelada
mas não firme. Seu
galope é rápido, com
grande propulsão.
PELAGEM
Pelo: curto,
liso, de textura
média, não sendo nem
macio e nem áspero
ao toque.
COR: todas as
cores são aceitas.
TAMANHO
Ideal
:machos: 53 cm,
fêmeas: 51 cm
PESO
- machos: de 35 kg a
45 kg
aproximadamente.
- fêmeas: de 30 kg a
40 kg
aproximadamente.
A tolerância na
altura é de 48cm a
58cm. Devem ser
respeitadas as
proporções de
peso e altura que
confiram aspecto
vigoroso ao
exemplar.
FALTAS:
Qualquer desvio dos
termos deste padrão
deve ser considerado
como
falta e penalizado
na exata proporção
de sua gravidade e
seus efeitos na
saúde e bem estar do
cão.
FALTAS LEVES
• caninos
aparentes;
• dentes a mais;
• falta dos P1;
• orelhas de
inserção muito alta;
• orelhas muito
curtas, estreitas,
muito largas ou
compridas;
• pelagem atípica;
• pescoço muito
curto;
• angulação dos
anteriores e
posteriores
excessiva;
• ponta da cauda
ultrapassando a
altura do jarrete;
• pescoço sem
barbelas ou com
barbelas em demasia.
FALTAS GRAVES
• olhos redondos
ou muito grandes;
olhos saltados ou de
duas cores;
• prognatismo
superior a 3 cm;
• dorso selado,
carpeado ou
descendente;
• peito fraco,
estreito, pouco
profundo;
• angulação dos
anteriores e
posteriores
insuficiente;
• jarretes de vaca;
FALTAS
DESCLASSIFICANTES
• ausência de
prognatismo
inferior;
• torção de
mandúbula;
• ausência de
caninos; incisivos a
menos ou ausência de
mais de 2 molares;
• trufa com mais de
1/4 despigmentada;
• ausência de
angulação nos
anteriores e nos
posteriores;
• anteriores muito
compridos ou muito
curtos, em “X” ou
arqueados;
• movimentação muito
pesada, difícil, com
passos curtos ou
passo de camelo
contínuo;
• agressividade ou
timidez excessiva.
NOTA:
• os machos
devem apresentar os
dois testículos, de
aparência normal,
bem descidos
e acomodados na
bolsa escrotal.
• todo cão que
apresentar qualquer
sinal de anomalia
física ou de
comportamento
deve ser
desqualificado. |